AMESTERDÃO

Amesterdão capital da Holanda ( todavia o governo e o tribunal têm a sua sede em Haia), situada na província da Holanda Setentrional onde o rio Amstel desagua no IJ, é a cidade holandesa mais populosa do País: com Haia, Roterdão, Utrecht e outros centros de menos dimensão, faz parte de uma área urbanizada, o Randstad Holland, que compreende toda a parte central do País.

É um importante centro financeiro e também um pólo industrial ( fábricas têxteis, alimentares, químicas e refinarias de petróleo). A indústria de laboração de diamantes é tradicional desde 1600, tendo também uma importante bolsa dos diamantes. São fundamentais as actividades ligadas ao porto, o segundo do País, depois de Roterdão. O movimento mercantil é alimentado por duas importantes correntes de tráfego: por um lado pelo mar através do Noordzee Kanaal, por outro pelo Reno; esta ligação, existente desde 1600, desenvolve um importante mercado para a saída das mercadorias provenientes do Ruhr e da França Oriental. O aeroporto de Schiphol é um dos maiores da Europa. O turismo, atraído pelas prestigiosas colecções de arte conservadas no Rijksmuseum ( onde se encontram obras-primas dos mais célebres mestres da escola flamenga), no Stedellijk e no Museu de Van Gogh, é outra fonte de rendimento para a cidade. Por outro lado, bastam a beleza e a originalidade do quadro urbano de Amesterdão no seu conjunto para gerar uma grande atracção.

Amesterdão está entre as mais jovens grandes cidades europeias. O local onde actualmente se encontram o Van Gogh Museum, o Palácio Real e o bairro hebraico, era há menos de mil anos um território pantanoso atravessado pelo último troço do rio Reno, antes de desaguar no mar do Norte. A incrível tenacidade dos cidadãos habituados a lutar contra a água e as marés levaram a cabo a sua transformação. A cidade de Amesterdão ainda conserva actualmente a ordenada implantação urbanística efectuada pelo projecto de ampliação de 1612. Completamente fundada sobre estacaria, tem a forma de um leque aberto sucaldo por canais concêntricos, por sua vez cortados por outros transversais. Ao longo das vias de água vislumbram-se as casas, altas e estreitas, com telhados de perfil ondulado. Os edifícios do centro perderam a sua função residencial, albergando geralmente os escritórios de companhias financeiras e comerciais, enquanto para lá da cerca dos canais se encontram os bairros residenciais, construídos segundo um projecto de desenvolvimento urbanístico concebido no inicio do século mas realizado só no primeiro pós-guerra, e por um segundo plano de 1935, em fase de contínua actualização. Em 1977 foi inaugurado o metropolitano.

A CIDADE ACTUAL – AMESTERDÃO

Actualmente Amesterdão conta com mais de um milhão de habitantes, distribuídos por uma superfície de 207 Km2 que compreende cem ilhotas e quase mil pontes e viadutos. A cidade de Amesterdão, culturalmente rica e vivaz, sempre aberta a novas experiências, voltou a ser também uma capital de economia.

O seu porto, segundo na Holanda a seguir ao de Roterdão, tem um volume de negócios à volta de 20 milhões de toneladas de mercadorias, entre as quais se destacam os produtos provenientes das ex-colónias holandesas (café, chá, cacau, tabaco e caju).

Tudo isto também referido à zona industrial, concentrada nos arredores de Zaandam; mas a cidade é sobretudo conhecida pela exportação de flores e pela lapidação de diamantes, actividade em que é um dos centros mais importantes do mundo e para a qual se dotou de uma bolsa especializada.

Amesterdão

A CIDADE E OS SEUS MONUMENTOS

A PRAÇA DAM

O verdadeiro coração pulsativo de Amesterdão é a Praça Dam que, apesar de não ser provalmente a mais bela da cidade, é certamente a mais representativa, tendo-se tornado uma verdadeira instituição.

Encontra-se sobre o dique ( em Holandês Dam) que, em 1270, foi construído nas proximidades da foz do rio Amstel para conter o seu curso e para precisamente aqui se constituir o primeiro núcleo habitacional de Amesterdão. O que impressiona nesta animada e grande praça é sobretudo a variedade de estilos arquitectónicos dos edifícios. Sobre o Dam erguem-se, de facto, o Koninklijk Paleis, o Palácio Real, um imponente construção que remonta ao século XVI e que originariamente era a sede do Município, e a famosa Nieuwe Kerk (Igreja Nova), a igreja onde se realizam todas as coroações reais, além de edifícios mais modernos que albergam serviços, bares e restaurantes.

A partir daqui desdobram-se todas as ruas principais que atravessam o centro histórico citadino. No meio da praça ergue-se o Monumento Nacional, um obelisco branco de pedra, com a altura de 22 metros, dedicado ás vitimas da segunda guerra mundial. O obelisco, esculpido por John Raedecker e inaugurado a 4 de Maio de 1956, dia de luto nacional, que se celebra todos os anos, contém, alem de um caixão que conserva a terra de todos os cemitérios onde foram sepultados os mortos da Indonésia, ex-colónia holandesa. Apesar de o seu nome significar Igreja Nova, a Nieuwe Kerk, que se ergue sobre a Praça Dam, é uma das igrejas mais antigas da cidade. A sua fundação remonta a 1408 e desde então o edifício passou por numerosas fases: destruído várias vezes pelas chamas e saqueado, assumiu a sua forma actual em 1650-60.
Contudo, os vários trabalhos de reestruturação não dotaram a Niewe Kerk com um campanário que foi, pelo contrário, substituído por uma torre: isto porque os fundos citadinos foram desviados da igraja e utilizados na construção do Palácio Real. Também devido à proximidade da residência dos Reis, esta é a igreja em que, desde 1841, são feitas as coroações reais da Holanda. A última cerimónia remonta a 30 de Abril de 2013, por ocasião da coroação do Rei Guilherme, devido á abdicação da sua mãe Rainha Beatriz, cujo a sua cerimónia de coroação foi também a 30 de Abril mas de 1980. Os elementos arquitectónicos de maior relevância são o relógio de sol no lado sul do edifício e, no interior, o púlpito barroco, um órgão dourado e a grade de coro. A nieuwe kerk conserva também os monumentos funerários de personagens da história e da cultura holandesa.

Praça Dam

O BAIRRO JORDAAN

O Jordaan, em tempos bairro popular e boémio de Amesterdão, situado a ocidente do centro. O bairro, que deve talvez o seu nome à palavra francesa jardin (jardim) ou, segundo outros, ao bíblico rio Jordão, foi edificado a partir do século XVII. Remontam a este período a ampliação da cidade de Amesterdão e a realização dos principais canais semicirculares que caracterizam o aglomerado. Originariamente o bairro albergava predominantemente lojas e oficinas artesanais, depois, durante a Guerra dos Trinta Anos, tornou-se abrigo de muitos refugiados. A atmosfera artística que se respira aqui deve-se também ao facto de o Jordaan ter sido habitado por vários artistas, entre os quais se destacava o nome Rembrandt.
Actualmente, toda a área, salva da demolição graças aos protestos dos habitantes, é uma das mais características de Amesterdão e o Jordaan é actualmente uma das áreas com maior predominância na cidade.

Bairro Jordan

ANNE FRANK

No Jordaan encontra-se também a casa que, nos anos da segunda guerra mundial, foi esconderijo de Anne Frank e da sua família, hoje Museu Anne Frank Huis. É um dos locais mais comoventes e visitados de Amesterdão (cerca de 600.000 pessoas por ano). O edifício remonta ao século XVII e é completamente visitável: os escritórios do primeiro e do segundo piso onde se desenvolvia a actividade comercial do Pai, Otto Frank, e a “casa nas traseiras”, alojamento secreto onde a família e mais quatro refugiados judeus viveram durante dois anos, de 1942 a 1944, procurando fugir da fúria nazi. Foi precisamente entre estas paredes que a pequena Anne Frank escreveu as páginas do seu célebre diário, um dos livros mais lidos em todo o mundo. Desde 1957, o edifício é propriedade da fundação Anne Frank que o transformou num museu com o objectivo de difundir informação sobre os perigos do nazismo.

Diário de Anne Frank

 

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